Entrevista – Diane Bergher

Olá, voltei com a segunda entrevista deste quadro criado para apresentar os autores que foram loucos incríveis o bastante para dar uma chance de parceria a esta que vos fala, mesmo ainda estando tão no começo. E desta vez, quem cedeu um tempinho para responder minhas perguntas foi esta pessoinha da foto. Mas é melhor deixar que ela mesma se apresente (como se o título do post já não dissesse de quem se trata… Isso mesmo, Aisha, enrole o povo, inclusive com comentários inúteis entre parênteses). Espero que gostem de conhecê-la um pouco melhor!

1 – Se apresente brevemente.

Diane Bergher é o pseudônimo de uma gaúcha de 37 anos. Adotei Florianópolis como lugar para viver com meu marido e filho. Sou advogada com duas especializações na área e formação em coaching e mentoring. Leitora compulsiva e escritora por vocação, acredito que sonhar acordada, fantasiar mundos e transformar realidades é a vocação de minha alma. Em 2016, estreei no universo literário com a obra “Quando Ela Chegou”, um romance delicado e sensível que rapidamente conquistou o público feminino e que me motivou a me aventurar no romance de época, com a obra “Um Amor para Penélope“, onde apresento a amada família Gusmão de Albuquerque e a “Série Belle Époque” (eu dei minha opinião sobre ela aqui). Inovando com uma narrativa precisa e emocionante em primeira pessoa e tendo por cenário o Rio de Janeiro da Belle Époque, “Um Amor para Penélope” caiu no gosto das leitoras, o que me incentivou a não parar mais.

2 – Quais os gêneros que prefere escrever?

Me considero uma romântica incurável, então as histórias de amor estão entre as minhas preferidas na hora de escrever.

3 – Planeja tentar algum outro? Qual?

Não chega a ser um projeto, mas tenho muita vontade de escrever uma distopia. Além de ser fascinada com o passado, eu gosto muito de enredos que se passam em um futuro alternativo, onde a criatividade pode ser explorada de outros modos, deixando-nos livres para criar detalhes e personalidades sem as amarras do certo e errado que, talvez, outros gêneros exijam para passar verossimilhança à obra.

4 – Qual o seu personagem original favorito? Por quê?

O Felipe de “Um Amor para Penélope” é um personagem muito querido para mim. Felipe foi criado a partir de um modelo de homem sério, cujas responsabilidades chegaram cedo a sua vida. À medida que escrevia os capítulos, ele se converteu num homem apaixonado, muito carinhoso e extremamente possessivo em relação à Penélope. E olha, não foi fácil para o Felipe se ver apaixonado pela afilhada da mãe, uma mulher segura de suas escolhas, idealista e convicta do que queria, sendo que o casamento não fazia parte desta seleta lista de desejos. O coitado penou muito para conseguir tirar dela um “sim, caso com você, Felipe” (risos).

5 – Qual o livro de que você mais se orgulha? Por quê?

Todo livro que escrevi é especial para mim de uma maneira peculiar, mas tenho três deles que me orgulham muito:

(1) “Um Amor para Penélope”, por ter me mostrado que eu poderia escrever romances de época ambientados no Brasil e, assim, encantar leitoras.

(2) “Vidas Entrelaçadas”, um grande desafio ao abordar o tema de vidas passadas, intercalando passado e presente o tempo todo, e exigindo uma pesquisa aprofundada sobre assuntos da espiritualidade.

(3) “A Dama da Floresta“, como um resgate do sagrado feminino, da mulher enquanto alma que cuida, protege e preserva.

6 – Qual seu trabalho mais desafiador? Por quê?

Até então, meu trabalho mais desafiador foi “Vidas Entrelaçadas”; porque, em primeiro lugar, exigiu conhecimento de diferentes épocas da história, já que Olívia revivia suas vidas passadas através dos sonhos, que iam desde a Roma Antiga, passando pela Idade Média, Renascimento e final do século XIX; além disso, também precisei fazer laboratório com uma terapeuta de vidas passadas para compreender os conceitos e a abordagem do tratamento e, assim, construir as cenas. Ao final do processo, precisei organizar as ideias e criar uma linha lógica para o enredo se desenvolver de forma orgânica e fazer sentido para o leitor. Foi como costurar uma grande colcha de retalhos.

7 – Está escrevendo algum livro nesse momento? Se puder, fale um pouco sobre ele.

No momento, estou com 3 projetos em andamento, alguns já em fase final de edição, outros apenas no início da escrita. O primeiro deles é “Outra Vez, o Amor”, um romance contemporâneo com uma pegada mais dramática e que, assim como “Sempre Foi Você” (um dos meus sucessos na Amazon), aborda segredos familiares que acabam prejudicando a felicidade da protagonista. Esse romance tem previsão de lançamento para maio. Outro projeto, inclusive já escrito e pronto para ser enviado à revisão, é uma novela de época mais sensual, cujo lançamento está previsto para junho. Por outro lado, a grande novidade é “A Dama da Floresta” ter virado série, e o segundo livro já está em avançado estágio de escrita. A previsão é mais quatro livros, onde são contadas as histórias dos filhos de Eileen e Aaron. Por fim e não menos importante, também me dedico à conclusão da trilogia prequel de “Belle Époque”, “Amores Imperfeitos”, cujo primeiro título será lançado ainda este mês e conta a história da grande matriarca de “Belle Époque”: Violeta Gusmão de Albuquerque.

8 – O que inspira sua escrita?

Acredito que o que mais inspira minha escrita é a vida, observar o mundo em constante transformação e me permitir enxergar as diferenças que nos cercam. Sempre fui uma boa ouvinte e uma costumaz telespectadora, o que sempre me fez olhar tudo sob um ponto de vista diferente, sempre tentando compreender fatos e pessoas, antes de julgá-los.

9 – Qual seu sonho como autora?

Sonho em editar livros e e-books cada vez mais baratos, para que todos possam ter acesso às histórias que crio e, assim, desfrutar de algumas horas de alegria.

10 – Fale sobre seus planos futuros para a escrita.

Meus planos passam por uma única coisa: continuar a escrever cada vez mais e me deixar tocar pela inspiração de boas histórias. Minha chegada ao universo da escrita foi diferente da maioria dos autores, e poucos sabem que comecei a escrever como terapia para enfrentar a dor da fibromialgia. Deu certo, tem dado certo e pretendo que continue a ser o alento da minha alma.

11 – Quais seus autores e livros favoritos (nacional e estrangeiro)? Fale um pouco sobre eles. Existe algum que acha que todo mundo deve ler?

São vários, mas vamos à lista dos preferidos entre os preferidos: Érico Veríssimo, Cecília Meireles, Lucinda Riley, Judith McNaught e, ainda, algumas divas do romance de época como Lisa Kleypas, Sarah MacLean, Julia Quinn e Candace Camp… Essa pergunta é tão injusta (risos). Até outro dia, eles apenas me faziam sonhar, pois sou uma leitora compulsiva. Na minha lista de livros da vida, costumo citar 3 que impactaram de alguma forma meu entendimento sobre o mundo e as pessoas, e que acredito que todo mundo deveria lê-los. Costumo dividi-los pelas fase da minha vida:

(1) Adolescência: “Pollyanna”, de Eleanor H. Porter

(2) Juventude (lá pelos 20 anos): “Olhai os Lírios do Campo”, de Érico Veríssimo

(3) Adulta: “Jardim de Inverno”, de Kristin Hannah

12 – Qual o seu personagem favorito (em livros de outros autores)? Por quê?

Outra pergunta difícil (risos). São tantos os personagens que me cativaram ao longo da minha vida de leitora e, se o livro me tocou e entrou para a lista de preferidos, seus personagens contribuíram muito para isso. Como tenho que escolher um deles para responder a pergunta, vou ficar com a Morgana de “As Brumas de Avalon”, que acredito que acabou por me influenciar na minha preferência por mocinhas livres, independentes e à frente de seu tempo, aliás, uma constância em minhas histórias (risos).

E então, estão gostando deste quadro? Contem para mim. E, se tiverem perguntas que gostariam de fazer aos autores, digam e, quem sabe, eu não faça uma parte 2. Beijos, até o próximo post! 😘😘😘

PS: confiram todos os posts e resenhas dos livros da Di aqui.

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