Resenha: O Povo do Ar (O Príncipe Cruel, O Rei Perverso e A Rainha do Nada), Holly Black

Oi, meus amores! Tudo bem? ❤

Vim trazer meu veredito da trilogia “O Povo do Ar”, composta pelos livros “O Príncipe Cruel”, “O Rei Perverso” e “A Rainha do Nada”. Foi minha primeira leitura de 2021 e eu já estou enjoada de panfletar ela no Instagram, de tanto que amei. Nela nós acompanhamos a história da Jude, que virou uma das minhas protagonistas femininas favoritas em livros de fantasia.

A mãe da Jude era casada com um general chamado Madoc, mas, cansada da vida que levava com ele, resolveu fugir com outro homem. Para não ser perseguida, ela simulou a própria morte e a da filha, Vivienne. Quando descobriu a verdade, Madoc ficou puto e foi atrás dela. Ele acabou matando a esposa e o novo marido e levando Jude, sua irmã gêmea, Taryn, e a filha para morarem com ele em Elfhame, onde vive o Povo do Ar, os feéricos.

Por Madoc ser poderoso e muito respeitado, os feéricos acabam tolerando a presença de Jude e Taryn, ainda assim elas sofrem muito preconceito por serem humanas. O maior desejo da Jude é ser respeitada por eles e, para isso, ela está disposta a fazer qualquer coisa, então nós a acompanhamos nessa jornada em busca de encontrar seu lugar entre essas criaturas imortais e tão poderosas.

Quando se fala em feérico, automaticamente já vêm os livros da Sarah J. Maas à cabeça, mas as histórias são completamente diferentes, a começar por “O Povo do Ar” se passar no nosso mundo atual mesmo. Além disso, essa é uma série jovem adulta, então não esperem cenas hots. O romance também é secundário, o destaque maior fica para a parte política. Não vou dar spoiler, mas a Jude se envolve na briga dos príncipes pelo trono de Elfhame, uma vez que o rei está prestes a se aposentar e entregar a coroa a um deles.

A escrita da Holly Black é deliciosa. Ela nos introduz no universo dos feéricos de uma forma rápida, mas que não parece abrupta. A gente rapidamente se sente confortável na história.

Os personagens da série são maravilhosos e ambíguos. Jude não é uma moça boazinha, ela é ambiciosa, planeja as coisas, não tem medo de trapacear e usar as pessoas para conseguir o que quer, mas também tem uma moral e se preocupa realmente com as pessoas. Não é verdadeiramente má. O Cardan é um personagem que conhecemos como um garoto mimado e babaca, mas que também tem suas dores e seus motivos para ser como é, ainda que isso, lógico, não justifique as coisas que ele faz. Só que a Jude é uma personagem que retribui de igual pra igual (mesmo que não pareça no início), então acaba equilibrando as coisas. Não é como aquelas histórias em que a mocinha sofre bullying por parte do mocinho e depois simplesmente perdoa tudo “em nome do amor”. E o Madoc, por exemplo, é um general cruel que ama derramamento de sangue (não custa lembrar que ele começa a história matando os pais das meninas), mas também é um pai incrível. Incrível mesmo, do tipo que educa, protege, dá afeto e se preocupa realmente com as filhas. Até histórias ele conta, isso é maravilhoso e tornou impossível que eu conseguisse odiá-lo pra valer, mesmo depois das várias mancadas que cometeu ao longo dos livros.

Eu só preciso confessar que não curti tanto o primeiro livro da série, “O Príncipe Cruel”, por conta dos motivos a seguir:

1 – O começo é um pouco complicado. Senti falta de ver a Jude se mostrar mais. Ela é uma personagem incrível, mas sinto que as coisas teriam sido mais legais se a Holly Black tivesse mostrado mais das habilidades da Jude no início. É uma delícia ver as atitudes dela, mas achei tudo muito repentino. Seria mais interessante vermos uma construção mais gradual, por exemplo, vendo cenas do treinamento dela com o pai.

2 – Temos um romancezinho aqui que é tão repentino e com uma construção tão rasa, que me fez revirar os olhos. E odiei esse plot de rivalidade feminina por causa de macho, é a única vez em que pensei “Pô, Jude, sério mesmo?”. A coisa toda foi ridícula.

3 – A grande reviravolta me surpreendeu, sim, mas os acontecimentos parecem totalmente sem planejamento. Sério, me fez revirar os olhos de tão ridícula que foi. E o que me deixou chocada foi o envolvimento de um personagem inteligente nisso, não fez jus a toda essa sagacidade que ele sempre passou.

4 – Se o sal corta o efeito dos encantamentos na comida e o sangue tem sal suficiente para isso, bastava morder a língua pra resolver as coisas. Não vou dar spoiler, mas quando lerem, vocês vão entender o que quero dizer com isso.

Eu sei que parecem críticas pesadas, mas são referentes apenas ao primeiro livro, MESMO, “O Rei Perverso” e “A Rainha do Nada” são perfeitos. Eu fiquei presa do começo ao fim, então o saldo da leitura acabou sendo super positivo. Recomendo muito que deem uma chance à série!

Confiram as sinopses dos livros a seguir…

O Príncipe Cruel

Sinopse:

Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal que se vê presa em uma teia de intrigas reais. Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das fadas desprezam os humanos. Especialmente o príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo… e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs e o próprio reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

Avaliação: 🌟🌟🌟

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O Rei Perverso

Sinopse:

Para sobreviver no Reino das Fadas, Jude Duarte precisou aprender muitas lições. A mais importante delas veio de seu padrasto: o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. Ela achou que, depois de enganar Cardan para que ele jurasse obedecê-la por um ano e um dia, sua vida se tornaria mais fácil. Mas ter qualquer influência sobre o Grande Rei de Elfhame parece uma tarefa impossível, principalmente quando ele faz de tudo em seu poder para humilhá-la e prejudicá-la, mesmo que seu fascínio pela garota humana permaneça intacto. Agora, com as ondas ameaçando engolir a terra e um alerta de traição iminente, Jude precisa lutar para salvar a própria vida e a daqueles que ama, além de lutar contra seus sentimentos conflituosos por Cardan nesse meio-tempo. Em um mundo imortal, um ano e um dia não são nada…

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

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A Rainha do Nada

Sinopse:

Ele será a destruição da coroa e a ruína do trono…

O poder é mais fácil de adquirir do que de manter. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do rei Cardan em troca de um poder imensurável. Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela.

A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.

No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos. Será que ela vai ser capaz de resgatar a Coroa e o amor incondicional de Cardan ao mesmo tempo em que destrói os planos de seus inimigos? Ou será que tudo está perdido para sempre?

“A Rainha do Nada” é o épico desfecho da trilogia “O Povo do Ar”, da renomada autora Holly Black. Com intrigas palacianas, reviravoltas inesquecíveis e uma construção de universo ao mesmo tempo complexa e crível, Holly Black se consagra mais uma vez como a rainha do Reino das Fadas e um dos nomes mais icônicos da fantasia para jovens adultos.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

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Se preferirem, vocês podem adquirir o box com a série completa. Eu super recomendo por conta dos conteúdos extras: o conto “As Duas Irmãs”, que mostra os eventos de “O Príncipe Cruel” no ponto de vista da Taryn, e as cartas que o Cardan escreveu pra Jude após os acontecimentos de “O Rei Perverso”. Eu amo essas cartas, sério, TUDO pra mim! Link de compra: https://amzn.to/3y6Xf4Q.

E aí, vocês já conheciam a série? Me contem se já leram ou têm vontade de ler. Obrigada pela visita, beijos e até o próximo post! 😘😘😘

P. S.: no Instagram tem resenha de “O Canto Mais Escuro da Floresta”, um livro incrível que se passa antes da trilogia “O Povo do Ar”. Confiram aqui.

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8 comentários sobre “Resenha: O Povo do Ar (O Príncipe Cruel, O Rei Perverso e A Rainha do Nada), Holly Black

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