Romances com a Máfia: “Innocence”, Lara Smithe, e “A Escrava”, Silmara Izidoro

Oi, meus amores! Tudo bem? ❤

Vim trazer duas dicas de leitura para quem curte romances com a máfia, mas antes um aviso: não devemos romantizar o que acontece aqui, porque são livros protagonizados por vilões, homens inescrupulosos e terríveis, capazes de cometer barbaridades, mas que conhecem mulheres que mudam suas vidas, fazendo-os descobrir que, no fim das contas, possuem um coração. Espero que gostem de conhecer essas histórias!

Innocence, Lara Smithe

Sinopse:

Romance indicado para maiores de 18 anos.


DANTE ALBION SALAZAR


Não sei quem ela é.
Não sei de onde veio.
Ela é um mistério. Sem registro, sem identidade, sem passado.
Só sei que pessoas perigosas a querem. Pessoas que ela nem sabe quem são e que chama de monstros.
Bastou um olhar para saber que ela seria um problema em minha vida — um problema sem solução — e mesmo assim decidi protegê-la.
Sua inocência é algo fora do comum que faz a minha possessividade aflorar e o meu ser dominador correr por minhas veias.
Eu a desejo.
Nunca quis alguém assim, nunca sequer ousei pensar em possuir uma mulher para chamar de minha. No entanto, eu não posso tê-la. Ela é algo que um homem como eu jamais poderia possuir. Não sou o tipo de homem carinhoso, amoroso ou delicado. Sou a porra de um homem quebrado, fodido e cruel. Homens como eu quebrariam uma mulher como ela em pedacinhos. Seria mais seguro se eu ficasse longe, porém, por mais que tente afastá-la, ela cada vez se aproxima mais. E eu sei que não conseguirei segurar as muralhas que construí ao meu redor por muito tempo. Quando elas caírem por terra, só espero que ela esteja preparada para aceitar a porra do homem feroz que sou quando se trata de obter o que considero meu.


INNOCENCE


Sou menina, sou mulher. Na verdade, eu não sabia bem quem eu era até o dia em que ele me encontrou. Ou o dia em que eu o encontrei. Por toda a minha vida pensei que o mundo era cercado de árvores gigantescas e que a humanidade se resumia a mim, ao homem que eu chamava de Senhor e aos monstros que ficavam do outro lado da cerca elétrica que protegia a propriedade onde cresci. Eu nem sabia o que era maldade, violência ou qualquer coisa parecida. Então, um dia, os monstros invadiram o lugar onde eu vivia, mataram o Senhor e eu me vi em meio a muito sangue. Pavor correu por minhas veias, e eu fugi.
Escondi-me em um lugar cheio de galpões e foi lá que o conheci. Nunca tinha visto alguém tão lindo, selvagem e perigoso. Seu olhar frio e enigmático, seu corpo grande e cheio de músculos avisavam que eu me afastasse, mas o meu medo foi maior e eu não fugi.
Ele me salvou.
Hoje sou a sua protegida.
Ele me protege dos monstros.
E me protege de si mesmo.

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Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

“Innocence” traz a história de Dante, um homem que cresceu no seio da máfia e, por isso, tornou-se um monstro, suportando as maiores atrocidades e infringindo-as aos outros. Mas ele não tinha o menor interesse em seguir o caminho que foi imposto a ele desde o nascimento, por isso mudou o rumo das coisas e se libertou da única forma possível: dizimando a própria família e cada um dos membros da organização a que pertencia.

Anos depois, Dante refez sua vida longe de sua terra natal. Com uma enorme fortuna e o mundo aos seus pés, sua maior distração é o sexo brutal e violento. Ele é um dominador sádico que só sente prazer na dor e na humilhação das mulheres, e preciso confessar que isso me incomodou um pouco. Por mais que seja consensual, achei que ele passou do ponto muitas vezes, mas não sou especialista em BDSM para opinar a respeito. Foi só uma impressão mesmo.

Só que a vida de Dante sofre uma grande reviravolta quando uma jovem e inocente garota cruza seu caminho de forma inesperada. Muitos mistérios a cercam, não existe nenhuma pista sequer de sua identidade ou de quem são os homens perigosos que a perseguem e por que a procuram com tanto afinco. E mesmo um homem poderoso como Dante terá dificuldade para descobrir as respostas para essas perguntas e para manter sua nova protegida a salvo… dos inimigos e do próprio instinto animalesco que insiste em maculá-la e tomá-la como sua.

Innocence é uma garota inocente (ah vá) que cresceu isolada, sem nenhum contato com a maldade e a violência, e precisa aprender como o mundo funciona. Nesse aspecto, ela me lembra um pouco a Jenna, de “Toque Perigoso”. É muito engraçado ver a Innocence fazendo descobertas e conhecendo cada coisa, mas as atitudes infantis dela podem irritar um pouco (não aconteceu comigo, mas acho que pode acontecer com outros leitores). Só que, apesar da sua inocência, ela é bem consciente do que sente perto de Dante e não entende por que ele insiste em impor limite ao contato físico que mantém com ela. Ver esse homão perigoso tentando resistir ao desejo que sente por Innocence me divertiu demais.

Outra coisa que também me divertiu foram as cenas em que foi descrito o “treinamento” dos membros da máfia para suportarem a tortura. Acho que a autora teve a intenção de que fosse algo tenso, mas é tudo tão exagerado, que acabou ficando cômica a forma como eles banalizam a dor. Não sei se estou ficando louca e só eu senti isso, mas enfim… Estamos aqui para saber minhas impressões sobre a leitura, né non?

Além do romance principal, eu também adorei a construção de um casal secundário que se forma entre Shin, o empregado/amigo de Dante, e Dailayla, uma renomada terapeuta encarregada de ajudar Innocence, mas também uma dominatrix que causa pavor a Shin… ao menos até ele descobrir quão prazeroso pode ser render-se a ela na cama.

É importante ressaltar que “Innocence” possui cenas explícitas de sexo violento, tortura e assassinato, então não deve ser lido por quem é sensível a esses temas, mas se não for o caso, acho que vale super a pena dar uma conferida. Apesar do tamanho, a leitura me prendeu tanto que nem senti o tempo passar.

A Escrava, Silmara Izidoro

Sinopse:

AVISO:
ESTE É UM ROMANCE DARK.
Contém cenas de sexo explícito, estupro, violência física e psicológica.
Linguagem inapropriada para menores de 18 anos.
Leitura não recomendada para pessoas sensíveis.

Essa não é mais uma história de amor.
As próximas páginas não narrarão o encontro entre um homem e uma mulher que se apaixonam perdidamente e, após superarem muitos obstáculos, vivem felizes para sempre.

Hugo é tão e somente um homem com um propósito que está longe de ser um ato de caridade. Três pilares sustentam sua vida: poder, dinheiro e prazer.
São eles que regem seus passos, e não há nada capaz de desviá-lo do rumo que foi traçado para o seu futuro, desde o dia em que nasceu.
Mas, quando uma linda e inocente brasileira cruza o seu caminho, a vida do herdeiro da máfia colombiana sofrerá grandes e perigosas mudanças.

Pitanga é a mulher que passou mais da metade da sua vida servindo.
A escrava submissa que teve a infância e a inocência roubadas por quem deveria protegê-la. Foi treinada para saciar a fome e obedecer às ordens do homem que a tomou para si quando era apenas uma criança e se intitulou seu dono.
Ela não tem mais esperanças, mas um jovem estrangeiro invade seu porto seguro e decide provar que o mundo é muito maior do que Pitanga imagina.

Sonhos foram roubados, corpos violentados, direitos violados, corações quebrados e almas corrompidas. Aqui você descobrirá o real sentido das consequências de um trauma e ouvirá todos os pedidos de socorro, ignorados. Conhecerá de perto a face da maldade e, se tiver sorte, poderá encontrar o mais puro amor.
Mas lembre-se, essa não é uma história bonita e, assim como na vida real, não há garantias de um final feliz.

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Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

“A Escrava” é um romance dark que tem muitas cenas gráficas de abuso (não romantizado e não por parte do protagonista masculino sobre a mocinha), violência, tortura e assassinato (o aviso está na sinopse, mas acho imprescindível reforçar isso aqui), então não é recomendado a quem é sensível a esses assuntos. É uma leitura pesada, que exige estômago forte, mas da qual eu acabei gostando bastante. A Silmara Izidoro tem uma escrita muito envolvente, que nos mantém presos às páginas, por mais terríveis que sejam os acontecimentos narrados.

Aqui temos um protagonista masculino que passa longe de ser mocinho. A única coisa que o redime é o sentimento que nutre por Pitanga, mas isso não muda o fato de ele ser um homem sádico e cruel que não possui nenhum limite para a violência. Isso fica especialmente claro na punição que concede a certa personagem da história. Ela era uma cobra venenosa, mas mesmo assim as cenas me deixaram extremamente desconfortável. Apesar disso, foi impossível não me apegar a ele e torcer pelo sucesso de sua vingança e por um final feliz ao lado de Pitanga.

Falando um pouco sobre a história, em “A Escrava” acompanhamos a trajetória de Hugo, um servo da máfia que teve o pai traído e assassinado a sangue frio quando ainda era criança. Agora, anos depois, ele finalmente tem a chance de obter sua vingança e, no caminho, reencontrar a doce garotinha que cativou seu coração quando ambos eram jovens e inocentes. Só que, se o caminho de Hugo foi regado a brutalidade e violência, o dela não foi muito diferente.

Após ter a mãe assassinada, Pitanga teve sua infância roubada ao ser transformada na escrava de um homem cruel que a isolou do mundo, prendendo-a numa minúscula cabana, e quebrou seu espírito de forma lenta e implacável até torná-la pouco mais que uma sombra de si mesma. Hugo está disposto a dar a ela sua liberdade, mas Pitanga é como um passarinho que ficou tempo demais preso e não sabe mais viver longe da gaiola. Até que ela aprenda a ser dona de si mesma, Hugo é obrigado a encenar o papel de seu novo senhor.

Além do romance, a jornada de cura de Pitanga é o ponto central do livro, e adorei acompanhá-la, mesmo que não tenha acontecido da forma tradicional. Gostei muito que o Hugo tenha fornecido ajuda profissional a ela, e não apenas um “pau curador” como em tantas histórias por aí. O final foi bem inesperado, mas eu curti bastante. Enfim, recomendo a leitura para quem não tem problema com os gatilhos mencionados no primeiro parágrafo.

E é isso, meus amores, espero que tenham curtido as dicas! Lembrando que os dois livros estão disponíveis gratuitamente para quem assina o Kindle Unlimited. Agora me contem: vocês também amam romances com a máfia? 🤔🤔🤔

4 comentários sobre “Romances com a Máfia: “Innocence”, Lara Smithe, e “A Escrava”, Silmara Izidoro

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