Resenha: Trilogia Mara Dyer, Michelle Hodkin

Oi, meus amores! Tudo bem? ❤

Vim falar com vocês sobre uma releitura maravilhosa que fiz em 2020 em conjunto com o pessoal do grupo de leitura coletiva organizado pela Ana do Mademoiselle Loves Books: a “Trilogia Mara Dyer”, uma série de romance paranormal pela qual sou completamente apaixonada. É uma deliciosa mistura de romance, thriller psicológico e alguns toques de fantasia e ficção científica que nos prende desde o início, graças à escrita fluida e super imersiva de Michelle Hodkin.

Nós começamos a história vendo nossa protagonista jogando ouija (aquele tabuleiro em que se faz uma pergunta e as letras se mexem sozinhas para respondê-la) com as amigas, quando uma delas questiona como morrerá e o tabuleiro soletra o nome da Mara. Tudo poderia não passar de uma brincadeira sem graça se, seis meses depois, durante uma “visita” noturna a um sanatório abandonado com as amigas e o namorado, não acontecesse um terrível desabamento no qual todos morrem, exceto Mara.

Ela acorda no hospital sem nenhuma memória do acidente e com sintomas de estresse pós-traumático. Acreditando que uma mudança de ares é necessária, os pais de Mara decidem vender a casa e se mudar para Miami, esperando que isso faça bem à jovem. Todavia, não é exatamente o que acontece…

Mara quer muito se lembrar do que aconteceu naquela noite e, enquanto busca por respostas, começa a ter alucinações com seus amigos mortos. O véu que separa a realidade dos delírios se torna cada vez mais tênue, fazendo com que Mara não saiba mais se pode confiar em si mesma, e, como o livro é narrado em primeira pessoa, nós ficamos tão confusos quanto ela e loucos para descobrir o que é verdade e o que é apenas criação da mente perturbada de Mara. É muito viciante!

Para piorar as coisas, um rastro de mortes começa a seguir Mara. Basta ela desejar a morte de alguém, para que a pessoa faleça da forma exata como imaginou. É tipo Death Note, mas sem o note (caderno). E isso é mais um dos mistérios a serem desvendados na trama…

Entretanto, nem só de desgraças se vive a vida de Mara, na nova escola ela também faz um novo amigo: Jamie. Eu dei muita risada porque a Michelle Rodkin colocou toda a representatividade possível no personagem: ele é preto, judeu e bissexual. Eu gosto muito do Jamie. Sério, ele é incrível, mesmo com a forma um tanto mórbida de fazer humor. Só fiquei com raiva do Jamie em alguns momentos devido à implicância dele com meu personagem favorito, mas os motivos para isso são mais do que justos, então me ignorem.

Além do Jamie, Mara também conhece Noah Shaw (amor da minha vida todinha. Ah, como eu amo! 😍😍😍), o garoto mais lindo e popular do colégio, com uma fama de rebelde, por quem se sente intensamente atraída. Nunca vimos isso antes, né? 😂😂😂 Mas não esperem por um “instalove”, o envolvimento deles é construído de forma lenta, gradual. E isso é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!

Nós vamos conhecendo Noah aos poucos e descobrindo que ele é um personagem muito mais denso e complexo do que parece à primeira vista, com um segredo que acaba tendo ligação com os mistérios da vida de Mara. E a forma como ele a trata… Sério, impossível não se apaixonar por um “homem” desses! É um dos meus casais favoritos ever, é raro um romance adolescente ser desenvolvido de forma tão profunda.

Outros personagens que eu adoro, são os irmãos da Mara. É muito bonita a cumplicidade dela com Daniel, o mais velho, os dois são realmente parceiros e melhores amigos que podem confiar e contar um com o outro para tudo. E Joseph, o caçula, é um menininho extremamente inteligente e precoce, mas também gentil e encantador. Nada daqueles pestinhas insuportáveis, ainda bem! O pai da Mara para mim é um personagem neutro, nem gosto, nem desgosto. Já a mãe é de longe quem eu mais detesto. Eu entendo a preocupação dela com a filha, mas a forma como lida com os problemas é horrível. Torci muito pra essa bruaca morrer, tá aí alguém que merecia ir visitar a terra dos pés juntos…

Tudo que falei até agora é para dar um panorama geral sobre a história, mas esperem por muitas surpresas. A “Trilogia Mara Dyer” não toma caminhos óbvios, ela realmente vai numa direção que não podemos imaginar no início. Acontece tanta, tanta coisa, que nossa cabeça explode em vários momentos. Para quem gosta de tramas mais sombrias, com personagens imperfeitos e, mesmo que essencialmente bons, capazes de cometer crueldades para se defender ou defender aqueles que amam, a série é uma ótima pedida. Apesar de ser YA (jovem adulto), ela não tem nada de simples ou bobinha. Mas quem gosta mais de romances (cof cof, eu) também não sairá decepcionado e encontrará um casal super fofo pelo qual torcerá loucamente. Não vou mentir e dizer que é uma história perfeita, porque realmente não curti alguns desdobramentos do último livro, mas o desfecho, no geral, me agradou bastante. Está mais do que recomendada! ❤

Confiram a sinopse dos livros a seguir, mas recomendo que leiam somente a do primeiro para não tomar nenhum spoiler importante sobre a trama.

A Desconstrução de Mara Dyer

Sinopse:

Um grupo de amigos, uma tábua ouija e um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do Além. Mas, para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário, ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto, até que todos os presentes, com exceção de Mara, morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente perturbada de Mara. Mas, depois de sobreviver à traumática experiência, é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma, sua família decide se mudar para uma nova cidade. Todos estão empenhados em esquecer, mas Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? –, os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Evolução de Mara Dyer

Sinopse:

As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa e com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

A Vingança de Mara Dyer

Sinopse:

A série mescla paranormalidade, conspiração e romance para contar a história de uma adolescente com poderes especiais. Elogiada pelas autoras das séries “Divergente” e “Instrumentos Mortais”, Michelle Hodkin cria aqui uma trama surpreendente, onde nada é o que parece. Depois de descobrir que consegue matar apenas com o pensamento, assim como seu namorado é capaz de curar com a mesma facilidade, Mara Dyer é capturada por uma inescrupulosa médica, que a faz passar por uma série de testes e experimentos. Mas Mara não está sozinha. Outros jovens com poderes igualmente extraordinários são usados como cobaia. Com a ajuda deles, e de um velho inimigo, ela consegue fugir e parte em busca de vingança.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

E é isso, meus amores! Vocês já conheciam a “Trilogia Mara Dyer”? Não deixem de me contar se já leram a série e o que acharam dela. E se não leram, torço muito para que tenham ficado ao menos um pouco curiosos para conhecer. O primeiro livro está disponível no Kindle Unlimited, para quem tiver interesse em desbravar essa história.

Obrigada pela visita, beijos e até o próximo post! 😘😘😘

2 comentários sobre “Resenha: Trilogia Mara Dyer, Michelle Hodkin

  1. Eu já tinha visto essas capas, mas nunca tinha procurado saber a trama do livro. Eu confesso que não curto histórias envolvendo ouija, não, mas que fiquei curiosa pra saber por que tudo isso está acontecendo na vida da mocinha, ah, eu fiquei.

    =)

    Suelen Mattos
    ______________
    ROMANTIC GIRL

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi, Su! Eu tbm não sou a maior fã, porque geralmente são livros de terror, mas este aqui, embora seja, sim, mais sombrio, não chega a ser terror; e o tabuleiro de ouija só aparece no começo, não é um elemento muito importante na história. Dê uma chance, sim, acho que você pode gostar! É uma leitura viciante! ❤️

      Curtido por 1 pessoa

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