Resenha: Trono de Vidro (Trono de Vidro #1), Sarah J. Mass

Oi, meus amores! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim trazer a resenha do primeiro livro da série “Trono de Vidro”. Eu estava em dúvida se faria uma resenha da saga toda ou livro a livro e, por fim, acabei optando pela segunda opção. Acho que será interessante falar sobre minha experiência de leitura com cada parte desta longa história que vem me rendendo altos surtos. Bora saber mais sobre isso! ❤

Sinopse:

Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Este é o livro que formalmente inicia a série “Trono de Vidro”, mas preciso repetir que, na minha opinião, a experiência será muito mais rica se a leitura for iniciada por “A Lâmina da Assassina” (resenha já publicada no blog, cliquem aqui para conferir), que nos apresenta uma Celaena Sardothien diferente, antes de ser traída e mandada para Endovier. Ainda assim, isso não é obrigatório, e quem começar por aqui entenderá tudo perfeitamente.

Eu confesso que pensei muito antes de dar uma nota a este livro e, por fim, acabei optando por tirar uma estrela (e adianto que farei o mesmo com “Coroa da Meia-Noite”). Só que, antes que me taquem pedra, eu já digo que só fiz isso ao comparar Sarah J. Mass consigo mesma, e, se fosse escrito por outra pessoa, “Trono de Vidro” provavelmente ganharia nota máxima.

O livro me proporcionou uma experiência incrível de leitura. Como já tinha falado na resenha de “A Lâmina da Assassina” (que eu considero melhor do que os dois primeiros livros “oficiais” da série), a Celaena me conquistou desde as primeiras páginas, e o amor continuou forte, sendo transmitido também a mais alguns personagens que foram apresentados aqui (Dorian, Chaol, Nehemia e, é claro, Ligeirinha viraram meus nenéns). A história também me prendeu bastante, com o mistério que conduz a trama central, as interações divertidas entre a assassina, o príncipe e o capitão, e as cenas de ação. Só que, depois de ler “Corte de Espinhos e Rosas”, a impressão que eu tive foi de ter lido um livro básico demais para os padrões da Sarah e, além disso, teve uma coisinha que me incomodou um pouco ao longo da narrativa. Vou falar sobre isso mais à frente na resenha.

A Celaena virou minha personagem favorita da Sarah J. Mass (e da vida, talvez, os próximos livros dirão). Conhecemos essa mulher como uma assassina inteligente e habilidosa, mas também como uma jovem de 16 anos que amava música, festas, roupas e joias luxuosas (enfim, tudo que o dinheiro pode comprar); e é impressionante como, mesmo após sofrer tantas perdas e passar pelo inferno, ela não perdeu a capacidade de sentir prazer com essas coisas, o desejo e a capacidade de desfrutar a vida como uma jovem da sua idade. Ela tem um senso de humor incrível, permeado de sarcasmo e de um pouquinho (cof cof, um monte) de arrogância, afinal ela sabe o quanto é fod*. Mas apesar da sua imensa força, Celaena também tem suas fraquezas, seus traumas, suas cicatrizes (físicas e principalmente emocionais), e isso a torna incrivelmente humana e ainda mais maravilhosa. Além disso, essa mulher tem um segredo enorme que virá para cobrar seu preço mais à frente, e é surpreendente a forma como a Sarah foi conduzindo a história até a descoberta. Não tinha mesmo como fazer isso com menos livros e menos páginas, e ainda causar o mesmo impacto. Celaena Sardothien é uma personagem densa demais, complexa demais, cheia de camadas que vão se revelando pouco a pouco, livro a livro. Acho que posso compará-la ao Rhysand sem medo, e não é segredo para ninguém o quanto amo esse homem, justamente por sua complexidade.

Aqui conhecemos muito pouco deste mundo e temos apenas manifestações básicas de magia, que não dão a mínima dimensão do quão complexo é este universo e esta história, nem mostram a direção para onde as coisas vão seguir. Até o momento, eu li cinco volumes de “Trono de Vidro” (parei em “Rainha das Sombras”), e, meu Deus, que série maravilhosa! Nunca apanhei tanto na vida. Sabem o ditado “morreu, mas passa bem”? Então, ele jamais fez tanto sentido… Mas estou completamente rendida e apaixonada por tudo o que a autora construiu aqui. A dona Sarah J. Maas não teve a menor pressa em explodir nossa cabeça, mas chega um momento em que compreendemos a vastidão de tudo e é difícil segurar a vontade de gritar.

Sério, “Trono de Vidro” não mostra nem a pontinha do iceberg de tudo o que virá pela frente. Durante a maior parte do livro, eu me senti mais presa dentro de um thriller do que de uma obra de fantasia. Só para situar um pouco sobre a história, começamos um ano após os terríveis acontecimentos que levaram à prisão de Celaena em Endovier, quando o príncipe herdeiro de Adarlan a recruta como campeã na competição promovida pelo rei para escolher um “assassino oficial”. Só que durante o evento, vários competidores começam a ser mortos de uma forma horrível, e nós acompanhamos Celaena na busca por pistas sobre a identidade do misterioso assassino. E as descobertas são chocantes…

Mas nem só de sangue e mistério se vive “Trono de Vidro”, também acompanhamos a aproximação entre Celaena e Dorian, o príncipe herdeiro, e Chaol, o capitão da guarda real. Os dois personagens me conquistaram completamente. Dorian, com sua rebeldia, seu bom humor e sua sensualidade (quem diria que me apaixonaria por um libertino num livro de fantasia?); e Chaol, com seu jeito fechado, durão, certinho demais, mas também uma lealdade e um senso de justiça infinitos. A amizade que se estabelece entre esses dois e a Celaena é muito forte, muito bonita e é algo que me provoca saudade nos últimos livros que li da série. Só que preciso confessar que não curti muito o triângulo amoroso. Não sou muito fã de romances que acabam estragando ou enfraquecendo uma amizade, minha alegria é que a Sarah J. Mass resolveu isso muito bem nos volumes seguintes da saga.

Enfim, super recomendo esta leitura e aconselho que mesmo quem não curtir tanto este livro, insista, porque valerá muito a pena mais à frente. Ainda rolarão muitas águas debaixo desta ponte…

E é isso, meus amores! Já leram “Trono de Vidro”? Me contem o que acharam; e, se não leram, espero que tenham ficado com um pouquinho de vontade de desbravar esta saga. Obrigada pela visita, beijos e até o próximo post! 😘😘😘

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