Resenha: Razão e Sensibilidade, Jane Austen

Oi, meus amores! Chegamos à metade do ano e, consequentemente, à metade do projeto de leitura coletiva dos seis romances de Jane Austen organizado pela Berta do ig @leitoresestranhezas. Hoje eu vim trazer a minha opinião sobre o livro lido entre os meses de maio e junho, bora! ❤

Sinopse:

“Razão e Sensibilidade” é um livro em que as irmãs Elinor e Marianne representam uma dualidade, de maneira alternada, ao longo da narrativa. As expectativas vividas pelas duas com a perda, o amor e a esperança, nos aponta para um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade rígida, e ambas tentam sobreviver a esse mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor como a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna nem influências, obrigadas a viver em um mundo dominado por dinheiro e interesse. As duas personagens passam por um processo intenso de aprendizagem, mesclando a razão com os sentimentos em busca por um final feliz.

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Avaliação: 🌟🌟🌟

“Razão e Sensibilidade” nos traz a história das Dashwood, três irmãs filhas do segundo casamento do pai, que cresceram como protegidas de um tio numa confortável e charmosa propriedade no campo, mas a morte dele, seguida pela do pai delas, colocou fim à vida privilegiada. O pai das jovens pede no leito de morte que o filho mais velho garanta o bem-estar da viúva e das irmãs, mas persuadido pela esposa, a criatura mais mesquinha, egoísta e invejosa do mundo, acaba atendendo esse desejo da forma mais medíocre do mundo, apenas garantindo um teto até que elas arranjem um novo local para morar.

O livro é focado nas duas irmãs mais velhas: Elinor, a primogênita, uma mulher prudente e reservada, e Marianne, uma jovem romântica que tem uma visão idealizada da vida e do amor, mas também é fútil e um tanto impulsiva, o que fará com que sofra bastante ao longo da trama.

Elinor acaba se envolvendo com Edward, o irmão mais velho da cunhada, mas as coisas entre eles não se darão de forma tão fácil. Edward é um homem mimado, que não sabe que rumo dar à própria vida. Sua mãe e sua irmã colocam grandes expectativas sobre seus ombros – incluindo um casamento vantajoso com uma mulher de dote invejável (ou seja, alguém bem diferente de Elinor) –, mas ele não se sente minimamente capaz de atendê-las. Além disso, existe outro fator que dificulta o romance, mas não vou estragar a surpresa.

O envolvimento de Edward e Elinor provoca divergências entre as Dashwood e a cunhada, o que acaba apressando a partida delas, que vão morar num chalé alugado com um primo, que é cordial e agradável, e não demora a integrá-las à vida social da região, apresentando-as a diversas pessoas, algumas agradáveis e outras nem tanto, mas ao longo da história acabarão sendo surpreendidas com a generosidade vinda de lugares inesperados.

No novo vilarejo, Marianne conhece Willoughby, um cavalheiro que corre em seu auxílio numa situação particularmente desagradável, o que faz com que ela se encante por sua bela aparência e pelo jeito afável que corresponde a tudo o que sempre sonhou em um marido, porém nem tudo serão flores entre os dois…

Escrevi este textão todo apenas para dar uma introduzida na história para quem ainda não conhece, mas, neste ponto, preciso fazer uma confissão: eu realmente não gostei desta leitura!

Quem sou eu na fila do pão para dar menos que três estrelas pra rainha dos romances clássicos ingleses? No entanto, a verdade é que terminei este livro na base do “Jesus, dai-me forças para continuar!”, porque achei chato, CHATÉRRIMO! É um romance clássico, e é normal que seja mais lento, mas sabe aquela sensação de que não acontece nada, de que não estamos chegando a lugar nenhum? Então…

Orgulho e Preconceito” é uma leitura mais lenta (eu achei, pelo menos), mas é gostosa, porque a Lizzie é uma personagem interessante, cheia de opiniões e que cativa a gente; além do mais, tem o Sr. Darcy, que é maravilhoso, e a gente sabe disso, então ficamos na expectativa de quando ele vai revelar esse lado. “A Abadia de Northanger” é um livro leve, bobinho e que flui bem depressa. Já em “Razão e Sensibilidade”, eu não me conectei com nenhuma das Dashwood, não consegui ver graça nos casais, enfim… Foi uma verdadeira tortura! Na minha opinião, a leitura deste livro só valeu mesmo pela forma rica como Jane Austen consegue nos apresentar os costumes de sua época e pela presença do coronel Brandon, o único personagem de quem gostei, por me lembrar, com sua honra e generosidade, meu amado Darcy.

E é isso, meus amores! Não me taquem pedra, please. Se vocês gostam do livro, usem os comentários para defendê-lo e, se também não gostaram, deem um salve pra mostrar que não estou sozinha no mundo. Obrigada pela visita, beijos e até o próximo post! 😘😘😘

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5 comentários sobre “Resenha: Razão e Sensibilidade, Jane Austen

  1. Olá! De um tempo pra cá ganhei uma afeição enorme pelos romances de Jane Austen. Então resolvi pesquisar um pouco sobre a historia da autora, que é incrível e super inspiradora aliás, e nesse pesquisa vi que o primeiro livro a ser publicado foi “Razão e Sensibilidade” então decidi começar por ele. É um bom livro, ricos em detalhes sobre a época, sobre como a sociedade inglesa .. enfim, mas é superrr cansativo de ler.
    Somos bombardeados com inúmeros diálogos que não nós levam a nada, o que torna a leitura entediante, e a trama dos casais sofre oscilações enormes em que um momento é super interessante e no outro super chato. Enfim, é um grande marco na carreira de Jane e por isso deve ser valorizado, mas não foi um livro que me prendeu tanto.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Estou contigo, amiga, tbm sou muito apegada aos livros da Jane Austen, mas este realmente não deu para mim. Me recuso a defender um livro ou fingir que gostei só por ser clássico, preciso de história além de bom pano de fundo histórico, sabe? E a história deste livro realmente não me cativou. É chato demais, só teria se salvado se os dois personagens que prestam tivessem ficado juntos (Coronel Brandon e Elinor). Mas enfim, foi um marco importante para a Jane, como vc disse, e deve ser valorizado. Ainda assim, prefiro mil vezes o primeiro livro dela (A Abadia de Northanger).
      Obrigada pelo comentário, um abraço.

      Curtir

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