Resenha: Até o Último Amanhecer (Consequências #2), Aline Galeote

Oi, meus amores! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim trazer a resenha de um livro que quem me segue no Instagram já deve estar enjoado de me ouvir falar, mas o que posso fazer se sou completamente apaixonada por essa autora e por essa série (inclusive, o primeiro livro, “Promessas de uma Vida”, já foi resenhado no blog, cliquem aqui caso não tenham visto)? Espero que vocês também gostem de conhecê-la! ❤

Sinopse:

Prestes a ser apresentada aos olhares críticos da sociedade londrina, tudo o que Olivia Chadwick mais deseja é aproveitar o que resta de sua liberdade e vencer as ousadas apostas de seu irmão.

Na propriedade de seus pais em Gloucestershire, Olivia é apresentada ao enigmático herdeiro do duque de Bendington, a quem julga como um cavalheiro arrogante e inalcançável. Disposta a não compactuar com as artimanhas casamenteiras de sua mãe, fará todo o possível para evitar a sua presença e os perscrutadores olhos cinzentos.

Simon Northam, marquês de Campbell, estava acostumado a enxergar o mundo através de uma cínica máscara de indiferença. Ao aceitar o convite de seu amigo para uma estadia no campo, acredita que finalmente irá desfrutar de um momento de paz. Porém, não demora a perceber que existe uma aborrecida trama em andamento para fisgá-lo.

Traído por suas próprias emoções em uma inocente troca de olhares ao amanhecer, Simon descobre que será impossível ignorar seus mais profundos sentimentos enquanto é cativado por um par de olhos castanhos e lábios da cor da cereja.

Quando tudo parecia caminhar para um agradável cortejo — e sinos badalando na prestigiosa igreja de St. George — um inesperado escândalo envolvendo a família do marquês se transforma no assunto mais comentado da sociedade.

Em uma sequência de trágicos acontecimentos, Olivia é separada do homem a quem seu coração escolhera amar.

Sete anos depois, o destino os colocará frente a frente, exigindo um delicado acerto de contas com o passado.

Poderá o amor sobreviver a tantas mentiras, traições e desencontros?

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Ler este livro foi uma verdadeira saga. A autora é testemunha do quanto esperei por esta história, do quanto a pentelhei para que escrevesse rápido, por isso foi horrível quando, logo no comecinho, me deu uma ressaca literária. Eu até tentei ler outra coisa e voltar pro Simon e pra Olivia em um momento melhor, mas não conseguia tirar os dois da cabeça e decidi prosseguir, mesmo que num ritmo mais lento do que estou acostumada. E, cara, como essa história mexeu comigo! Como diria Roberto Carlos, foram tantas emoções…

O friozinho na barriga do início, vendo aquele cão e gato que tanto amo, provocado por uma sucessão de impressões equivocadas passadas por Simon com seu jeito arrogante e fechado (ele é um verdadeiro Mr. Darcy da literatura nacional, que odiou se sentir “empurrado” para cima de uma mocinha – quase – em idade casadoura, mas não tem o jeito comedido nem as papas na língua do seu conterrâneo. Isso rendeu uma cena maravilhosa que me fez rir muito. Adorei!). E como todo cão e gato, a gente sabe exatamente onde as coisas foram parar, e foi uma delícia ver toda aquela implicância dar lugar à inocência e à intensidade do primeiro amor. Simon mordeu a língua ao apaixonar-se perdidamente pela jovem atrevida e de língua afiada a que tanto lutou para resistir. E como esses dois eram fofos nessa parte! As cartas trocadas, então, são lindas demais! Certeza que vão fazer vocês também suspirarem ao ler e amarem ardentemente esses dois. Só uma palhinha do que vai nesses corações apaixonados:

“Não verto minhas palavras neste papel para acalmar a tocante preocupação que testemunhei em seus olhos no momento da minha partida.

Utilizei-me deste vergonhoso pretexto para tratar sem pudores o que vai em meu coração, esperançoso de que o tormento do qual padeço seja acolhido gentilmente.

Minha cara senhora, fui vítima de minhas preconceituosas convicções. Jamais acreditei neste cândido sentimento capaz de inquietar a alma e que foi imortalizado na eternidade através das penas apaixonadas dos bardos.

O que seriam as violentas paixões dos poetas senão frutos dos vis desejos mundanos de um homem?

Como estava enganado!

Três agoniantes semanas separam-me do dia em que pela primeira vez seus doces lábios tocaram os meus.

Não há um só instante em que deixo de recriá-la em meus pensamentos, em que ouço os fantasmas de seu sorriso a perturbarem-me o espírito.

Não possuo o mais benevolente e amável dos caráteres. Minha alma é cínica e encontra-se agastada pelas trivialidades da vida. Entretanto, já não me pertence. Abandonou-se humildemente a seus pés quando nossos olhares se encontraram ao nascer da alvorada.

Atrevo-me a esperar, em torturante agonia, que minhas palavras encontrem a boa-venturança. Confio que meu melhor julgamento não tenha sido embotado pela paixão que hoje me consome sem misericórdia.

Rogo, minha adorável senhora, para que cubra meu coração com o manto da esperança ao encorajar-me o afeto ou aniquile meus sentimentos por meio da cruel rejeição.”

“Com alegria recebo suas palavras, pois estive receosa acerca dos motivos que o levaram a encurtar sua estadia. Daremos, portanto, este assunto como encerrado.

Peço permissão para juntar-me ao clube dos cínicos de coração, pois também não acreditava no poder arrebatador das paixões de que se valem os poetas. Tão cética era que agora, dominada por sentimentos que escapam a minha ignorante compreensão, entreguei-me vergonhosamente ao conhecimento da poesia romântica que se transformou em minha companheira nas solitárias e enregelantes noites de inverno.

Receio que meu coração, meus pensamentos e minha pobre alma tenham sido arrebatados sem benevolência nos braços da paixão.

Se houvesse uma maneira de acelerar o tempo eu o faria, sem importar-me as consequências, pois anseio o dia em que se cumprirá nossa promessa.”

Ah, gente, que casal maravilhoso! Sério, dá para resistir depois de ler coisas assim? E olha que foram apenas amostras de duas cartas, eles trocam muitas mais, cativando nosso coração a cada uma delas.

A segunda parte é onde os sentimentos entre Simon e Olivia ficam mais intensos e parecem caminhar para o merecido final feliz, mas o próprio título, “Ruptura”, já prenuncia que as coisas darão errado em algum momento, mas confesso que, ainda assim, fui pega completamente de surpresa quando finalmente aconteceu. Não esperava que fosse ocorrer daquela forma. Foi duro, foi sofrido demais, e deixou meu coração apertado de uma forma que raramente acontece.

Quem gosta de história, com certeza se surpreenderá com a descrição rica, detalhada e embasada em pesquisas aprofundadas sobre a batalha de Waterloo. Isso tudo enquanto acompanhamos o sofrimento de nossos mocinhos, separados de uma forma tão trágica e cruel.

A terceira parte, “Resgate”, se inicia sete anos depois, no presente (ou melhor, no período subsequente aos eventos narrados em “Promessas de uma Vida”), onde Simon e Olivia se reencontram e precisam resolver suas diferenças e esclarecer os diversos mal-entendidos ocorridos ao longo do tempo, vendo se o amor eterno que juraram sentir um pelo outro é forte o bastante para superar as revezes do destino e as mudanças que os anos impuseram a cada um deles. E aviso desde já que essa parte também nos reserva muitas lágrimas, especialmente quando ocorre a leitura de certas cartas (sempre elas, maravilhosamente escritas por uma autora que, talvez, só possa ser superada por Jane Austen).

Não é um desfecho rápido, até porque ficaria raso e superficial demais se o entendimento viesse de forma simples após tudo o que precisaram enfrentar ao longo dos anos distantes um do outro. Nada será fácil, mas a jornada valerá cada segundo de leitura. Poucas vezes, encontrei um romance de época tão denso e com personagens construídos com tamanha profundidade psicológica; cativantes, mas, ao mesmo tempo, imperfeitos. E prestem atenção aos coadjuvantes, porque eles também possuem grande importância na trama, e alguns receberão suas próprias histórias. Mal posso esperar por elas!

Disponível em e-book na Amazon: https://amzn.to/2RUF6Eq.

É isso por hoje, meus amores. E aí, já conheciam essa história? O que acharam dela? Agora, caso ainda não tenham lido, façam isso o quanto antes. Se gostam de romance de época, não podem perder a chance de se apaixonar por Simon e Olivia. “Até o Último Amanhecer” já entrou pra minha lista de livros favoritos do ano e também da vida, e duvido que não entre pra de vocês também.

Obrigada por lerem até aqui, beijos e até o próximo post! 😘😘😘

2 comentários sobre “Resenha: Até o Último Amanhecer (Consequências #2), Aline Galeote

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