Resenha: Mães, Filhas e Esposas (Spin-off de O Clube dos Devassos), Chiara Ciodarot

Oi, meus amores! Eu vim trazer mais uma resenha para vocês. Desta vez, de um livro que acabou de sair do forno. Espero que gostem! ❤

Sinopse:

Siga os anos de formação das irmãs Manuela, Alice, Laura, Virgínia e Mariana — as Almeidinhas, durante duas décadas do Segundo Império do Brasil.

Dividido em duas partes, Mães, Filhas e Esposas acompanha a infância e adolescência das cinco irmãs Almeida e os seus aprendizados, assim como a posição das mulheres naquela época e o que era esperado delas.

1872. Infância: por causa de um severo problema de saúde, as irmãs Manuela e Laura são enviadas para a casa dos avós em Petrópolis. O que parecia ser um aborrecido verão, se torna uma emocionante aventura em busca do Castelo das Fadas, com direito a fugas de lobos imaginários, a duelos piratas e a uma importante amizade com o menino Raimundo Aragão, o que mudará o futuro de uma delas.

1881. Adolescência: mais uma vez a família Almeida retorna à casa de sua infância em Petrópolis. Desta vez, no entanto, as cinco Almeidinhas estão mais velhas e os interesses mudaram. Em vez de fadas, elas vão atrás de rapazes e do primeiro amor. Os primeiros bailes acabam se tornando importantes, assim como a luta contra a escravidão.

Este é o segundo spin-off da Coleção O Clube dos Devassos e prequela para O Beijo da Raposa.

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Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Talvez vocês já estejam familiarizados com a escrita da Chiara Ciodarot, graças aos volumes anteriores de “O Clube dos Devassos”, por isso é importante frisar que “Mães, Filhas e Esposas” traz uma proposta bem diferente dos demais livros da série, focando mais na jornada das irmãs do que no romance, ainda que, se prestarmos atenção nas coisas, possamos prever o surgimento de futuros casais. Mas é claro que as marcas registradas da autora continuam presentes: escrita gostosa, personagens carismáticos e bem construídos, mulheres fortes, ambientação impecável que nos faz imergir no Brasil Império e a abordagem dessa mácula tão terrível na nossa história: a escravidão.

Chiara Ciodarot inspirou-se em clássicos como “Mulherzinhas”, “Norte e Sul”, “O Jardim Secreto” e os livros de Jane Austen para compor “Mães, Filhas e Esposas”, mas trazendo a história para o nosso país, o que é maravilhoso. Como a obra-prima de Louisa May Alcott, é dividido em duas fases, em que acompanhamos as aventuras, as brincadeiras, as descobertas e os sonhos de infância, mas também testemunhamos o crescimento das irmãs e descobrimos as mulheres que se tornaram, tudo com direito a bailes, flertes e decepções amorosas. E também vemos como a sociedade oitocentista limitava as oportunidades de uma mulher, que ficava restrita aos papéis enfatizados no título: os de mãe, filha e esposa (qualquer semelhança com a era vitoriana não é mera coincidência).

Aqui nós conhecemos as cinco irmãs Almeida e, em especial, Laura, a filha do meio, que recebe maior destaque no livro. Na primeira parte, ela é uma garotinha de sete anos espevitada e inventiva, que vive deixando a mãe de cabelos brancos e adora criar histórias, o que ganha grande importância na segunda parte de “Mães, Filhas e Esposas”. Laura cultiva o desejo de ser criança para sempre e reage de forma tempestuosa toda vez que alguém menciona que ela vai crescer, vendo isso como uma ameaça à sua felicidade. No entanto, apesar de Laura receber maior destaque no livro, nós acabamos conhecendo bem todas as irmãs.

Manuela é a mais velha e divide-se entre desfrutar os prazeres das brincadeiras de infância e mostrar a todos que “já é uma mocinha e não tem mais tempo pra essas coisas”. Ela é prometida a um primo que está estudando para ser médico e constantemente se cobra para mostrar mais maturidade do que de fato sua idade exige, especialmente por causa da Tia Teocrácia (não posso deixar de falar que essa criatura parece um dementador, roubando a alegria de qualquer lugar em que chega. Deve ser uma das mulheres mais amargas que já vi num livro).

Alice é a Almeidinha de número dois e, sinceramente, parece ser filha da Tia Teocrácia. É a criatura mais arrogante, dissimulada e invejosa que já vi. Passamos muita raiva com ela, principalmente na segunda parte, devido ao modo como trata Nana, uma escrava que vem a ser alforriada pelos pais das jovens. É a única das irmãs que merece se ferrar na vida. Mas que história não precisa de uma vilã, não é mesmo (Alice não chega a ser uma vilã, vilã, mas fica com o papel da “irmã malvada”)?

Virginia é uma menina sensível e delicada, e também a mais bela das cinco Almeidinhas, o que fica bastante claro na parte dois. No entanto, tem uma saúde frágil, o que inclusive acaba motivando a ida de Manuela, Laura e Arthurzinho (ah sim, temos um irmão também, mas ele é mais velho que as Almeidinhas e, por isso, raramente toma parte nos assuntos delas) para a casa dos avós, o que dá o start para os principais acontecimentos da primeira fase de “Mães, Filhas e Esposas”.

Mariana é a caçula, jovem demais para ter qualquer participação importante na primeira parte do livro, mas que ganha grande destaque na segunda. É a mais parecida com Laura, a quem vê como uma “inspiração”. Ela é curiosa e esperta, e acaba desenvolvendo interesse por certo personagem que conhecemos bem (ou melhor, que ouvimos falar bastante, mas sabemos quase nada) dos outros livros do “Clube dos Devassos”. Não direi quem é, mas com certeza saber mais sobre ele foi um dos pontos altos de “Mães, Filhas e Esposas” para mim.

Outro personagem importante é Raimundo Aragão, um menino aventureiro que acaba conhecendo e ajudando Laura quando ela se perde em uma de suas buscas pelo Castelo das Fadas. Junto dela e de Arthurzinho e Manuela, acaba vivendo grandes aventuras durante a estadia dos irmãos na casa dos avós na primeira fase do livro. É a minha parte preferida da história, pena que ele aparece tão pouco na segunda, por isso fico extremamente feliz de saber que receberá todo o destaque merecido em “O Beijo da Raposa”, próximo volume da série “O Clube dos Devassos”, o qual protagonizará com uma das Almeidinhas. Inclusive, prestem bastante atenção, porque os acontecimentos deste livro influenciam bastante no seguinte.

Enfim, recomendo bastante esta história, que me cativou na primeira fase e mexeu comigo na segunda. Já me sinto amiga dessas irmãs (menos da vacAlice) e estou ansiosa para ver mais delas num futuro próximo. Obrigada pela oportunidade de ler algo tão incrível, querida autora, e não demore a publicar “O Beijo da Raposa” também.

E aí, o que acharam de conhecer esse livro? Ficaram com vontade de ler? Espero que sim, porque é maravilhoso. Obrigada por lerem até aqui, beijos e até o próximo post! 😘😘😘

PS: os livros anteriores de “O Clube dos Devassos” já foram resenhados no ig e no blog, cliquem aqui caso ainda não tenham visto.

3 comentários sobre “Resenha: Mães, Filhas e Esposas (Spin-off de O Clube dos Devassos), Chiara Ciodarot

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