Resenha: Protegida (As Irmãs Moore #1), Larissa Gomes

Sinopse:

Na Inglaterra do século XIX não há muitas opções para uma mulher sobre os rumos de sua própria vida. Some isto ao fato de possuir sobre si o título de bastarda, e a criticidade da situação dobrará.

Sob a sensação aterradora de estar sozinha no mundo e uma imensa vontade de ser suficientemente forte para isto, Catherine Scott se encontrará no pior dilema possível: escolher entre sua razão e seu coração.

A atração tão intensa quanto indevida que sente pelo viúvo de sua irmã, o temido conde de Griffinwood, a colocará em um enorme confronto consigo mesma, não sendo a donzela capaz de sequer imaginar que, por debaixo de sua figura taciturna e distante, o referido lorde também luta contra sentimentos absurdamente similares em relação a si. O aristocrata, por sua vez, carrega um segredo capaz de tornar a própria culpa por tais sentimentos ainda mais aterradora: a pedido da esposa, ainda no leito de sua morte, Catherine fora colocada sobre sua tutela.

A mulher que não devia, mas teme desejar, trata-se de sua protegida.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

São livros como este que me fazem lamentar o tempo que perdi em conhecer os autores nacionais independentes; são tantas preciosidades escondidas na Amazon, que é praticamente um crime não sair espalhando aos quatro ventos que elas existem. Sabe aquele tipo de história que é perfeita do começo ao fim, que te emociona, te faz rir, chorar, sentir calor e se apaixonar pelo casal principal e, ainda, pelos personagens secundários? É essa aqui, e eu a amei desde as primeiras linhas. Além de 5 estrelas, ainda ganhou coraçãozinho de favorito no Skoob.

A escrita da Larissa Gomes é absurdamente deliciosa. Protegida não é um livro pequeno, mas uma vez que começamos a lê-lo, o tempo simplesmente voa e não percebemos o avançar das páginas. E uma curiosidade sobre a autora, é que ela é historiadora, o que faz uma diferença enorme em se tratando de uma obra de ficção histórica, porque a ambientação, os detalhes culturais colocados a enriquecem profundamente e nos transportam automaticamente ao século XIX, transmitindo-nos toda a magia que tanto nos encanta nos romances que se passam nessa época.

Protegida começa cerca de um ano antes do período em que a maior parte da história se passa, mostrando Olívia, uma jovem lady filha de um barão, em um encontro amoroso clandestino com o homem que ama, um americano que, diferentemente dela, não pertence à aristocracia. Era para ser uma breve despedida, mas ocorre uma tragédia durante a travessia do rapaz pelo Atlântico que acaba levando-o à morte. E para piorar o infortúnio de Olívia, ela precisa se casar com o filho de um conde para resgatar a si mesma, bem como à sua madrasta e às suas irmãs, da difícil condição na qual seu pai a deixou ao falecer. Inesperadamente, porém, seu noivo, Jamie, acaba revelando possuir um coração incrivelmente bondoso – ainda que fechado – quando, ao abrir-se com ele acerca da triste história de amor que viveu, não apenas concorda em manter o compromisso e um matrimônio de fachada, mas a agradece por tirar de sua consciência o peso que sente por também ser incapaz de amá-la. O tempo se passa, então, e nossa história começa pra valer.

Aquele arroubo duplo de sinceridade acabou fazendo com que uma forte e sincera amizade surgisse entre Olívia e o noivo (e subsequente marido), porém isso foi insuficiente para que a lady superasse a tristeza causada pela perda prematura de seu grande amor, e a imensa melancolia sentida acabou fazendo com que definhasse e morresse num curto período de tempo.

Além de duas irmãs legítimas, frutos do segundo casamento de seu pai, Olívia também possuía uma irmã bastarda, Catherine, resultado de um caso do barão com a camareira de sua mãe. Olívia e Catherine sempre se amaram intensamente e foram muito próximas, verdadeiras melhores amigas, antes mesmo de descobrirem o parentesco. A madrasta das duas obviamente rejeita a jovem, por isso, quando foi viver com Jamie, Olívia levou Catherine consigo como sua dama de companhia. Olívia também sabia que, com sua morte, a irmã ficaria completamente desamparada, por isso, antes de partir, fez com que o marido a transformasse em sua protegida até a idade de vinte e um anos, quando deveria receber o valor do dote que Jamie abrira mão ao casar-se com ela.

Jamie concorda com o último desejo da esposa, mas, para manter oculto o fato de que Catherine é sua protegida, acaba contratando-a como sua secretária ao saber que a jovem possui aptidão para os números. Com a convivência, o inesperado acontece e o lorde, que sempre achou-se incapaz de amar, começa a nutrir sentimentos – e um desejo avassalador – por Catherine; e a jovem vê-se incapaz de resistir a ele. Os dois são assolados pela culpa e farão de tudo para manterem-se distantes um do outro, mas será que a pura força de vontade será suficiente para manter sob controle a paixão tão intensa que sentem (spoiler: é óbvio que não!)?

E como eu disse no começo da resenha, Jamie e Catherine não são os únicos a conquistarem nosso coração. Além deles, ainda somos cativados por Charles, o melhor amigo de Jamie e um dos personagens mais carismáticos, divertidos e encantadores que já conheci, que, ao longo da história, acaba se envolvendo com Sophie, outra irmã de Olívia. Terminei a leitura completamente apaixonada por este casal e mais do que ansiosa para ler Renascida, o livro que conta a história dele (resenha aqui).

Disponível em e-book na Amazon: https://amzn.to/2kgetMw; e, em breve, também em versão impressa na Constelação Editorial.

3 comentários sobre “Resenha: Protegida (As Irmãs Moore #1), Larissa Gomes

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