Resenha: Sol e Tormenta (Trilogia Grisha #2), Leigh Bardugo

Oiiiiiii, meus amores! Tudo bem com vocês? ❤

Hoje eu vim trazer a resenha do segundo volume da Trilogia Grisha, mas atenção, ela contém spoilers – MUITOS, por sinal – do livro anterior, Sombra e Ossos. Se ainda não o leram, talvez devam parar por aqui. A resenha dele pode ser lida tranquilamente aqui.

Sinopse:

Perseguida ao longo do Mar Real e aterrorizada pela memória dos que se foram, Alina Starkov tenta levar uma vida normal com Maly em uma terra desconhecida, enquanto mantém em segredo sua identidade como Conjuradora do Sol. Mas ela não pode ocultar seu passado e nem evitar seu destino por muito mais tempo. Ressurgido de dentro da Dobra das Sombras, o Darkling retorna com um aterrorizante e novo poder e um plano que irá testar todos os limites da natureza.

Contando com a ajuda e com os ardis de um admirável e excêntrico corsário, Alina retorna ao país que abandonou, determinada a combater as forças que se reúnem contra Ravka. Mas enquanto seus poderes aumentam, ela se deixa envolver pelas artimanhas do Darkling e sua magia proibida, e se distancia cada vez mais de Maly. Ela será então obrigada a fazer a escolha mais difícil de sua vida: ter sua pátria, seu poder e o amor que ela sempre pensou ser seu porto-seguro ou arriscar perder tudo na tormenta que se aproxima.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟

Eu confesso que estou na dúvida acerca de quantas estrelas dar a este livro. Acredito que o ideal seria 3,5; porém vou arredondar para 4. Sol e Tormenta aprofunda nosso mergulho no fascinante universo criado por Leigh Bardugo e nos leva a conhecer um novo lugar: Novyi Zem, onde Alina e Maly se encontram no começo da história. Eles passam pouco tempo ali, já que logo são encontrados pelo Darkling e seus “capangas”, mas ainda assim achei interessante. Costumo gostar bastante de me aventurar nos mundos criados pelos autores, especialmente nos de fantasia.

Aqui Alina se depara com novos desafios e, diferentemente do que acontece no livro anterior, já começa grande, afinal ela – e todo mundo – sabe da importância que possui e do quanto seu poder pode fazer a diferença no futuro de Ravka e na guerra contra o Darkling. Sua fuga, que desde o início já estava fadada ao fracasso, não dura muito, e logo ela precisa retornar à sua terra natal. Ainda que o faça contra sua própria vontade, uma vez em Ravka, assume um papel central entre os Grishas. Muitos conflitos internos e anseios a dominam, mas nem por isso ela se deixa esmorecer. É claro que Alina tem seus momentos de fraqueza, contudo isso é um ponto positivo, na minha opinião, pois a torna mais humana. O que importa é que ela nunca se afasta por muito tempo do que deve fazer.

Entretanto, se Sombra e Ossos vale pela habilidade com que a autora nos levou a confiar e a nos apegar ao Darkling, para depois jogar em nossa cara o monstro que ele era na realidade, aqui não temos grandes reviravoltas e poucas revelações são feitas. Não posso deixar de dizer que a escrita de Leigh Bardugo continua fantástica, e a trama é muito bem desenvolvida, sem pontas soltas aparentes (ao menos para mim). Contudo, senti um decaimento deste livro em relação ao anterior, sobretudo no quesito romance.

Não consigo, de jeito nenhum, torcer por Alina e Maly como casal. Eu cheguei a gostar do rastreador enquanto amigo da Conjuradora do Sol, pela lealdade que demonstrou a ela, mesmo quando confrontado pelo Darkling em pessoa. Todavia, depois que resolveram ficar juntos pra valer, ele não me desceu mais. É a primeira vez que me lembro de torcer pro protagonista masculino (se é que Maly pode ser considerado protagonista, eu acho que não vale a alcunha) falecer. Acho que só a morte dele poderia ajudar a Alina a evoluir, porque enquanto está vivo, Maly só serve pra atrasá-la; é um ponto fraco que ela ficaria melhor sem. Mas enfim, é apenas a minha opinião.

Agora, se Maly é um embrulho no meu estômago, Sturmhond é o contrário. Que personagem maravilhoso! Ele é o principal responsável por eu ter gostado do livro. O corsário é um homem misterioso, que nos deixa em dúvida o tempo inteiro sobre sua lealdade, suas ambições, o que realmente o move; e, apesar disso, nos cativa intensamente com seu jeito despojado e carismático, e seu bom humor contagiante. Inclusive, uma das poucas surpresas se refere à sua identidade. Amei descobrir quem ele era de verdade. E adorei também conhecer os gêmeos, Tolya e Tamar, que fazem parte da tripulação do seu navio. Como seu chefe, eles carregam um mistério, mas não foi nada muito surpreendente.

Apesar de todos os pontos falhos (a meu ver, que fique claro), a Trilogia Grisha continua me envolvendo e despertando minha curiosidade sobre o que vai acontecer a seguir. Estou ansiosa para ler Ruína e Ascensão e torço para que ele feche esta viciante saga de forma digna e surpreendente como ela merece. Com certeza a lerei em breve, aí eu volto para falar sobre minhas conclusões a respeito.

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