Resenha: Um Perfeito Cavalheiro (Os Bridgertons #3), Julia Quinn

Oiiiiiiiiiiii, meus amores. Como vocês estão? Eu espero que bem ❤

Continuando o Projeto Os Bridgertons, um grupo de leitura organizado pela Paola do ig @SonhandoHistorias que visa ler a série toda até o final do ano, em julho foi a vez de Um Perfeito Cavalheiro, e hoje eu vim trazer a minha opinião pra vocês. Se quiserem conferir as resenhas dos demais livros desta família maravilhosa (ou relacionados a ela), cliquem aqui.

Sinopse:

Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu.

Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles.

Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.

O destino faz com que os dois só se reencontrem dois anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível.

Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

Avaliação: 🌟🌟🌟🌟🌟

Eu comecei a ler a Julia Quinn em maio e, embora eu tenha amado todos os livros que li dela até agora, ainda não tinha encontrado aquele que fosse totalmente maravilhoso e que me satisfizesse por completo; o que havia chegado mais perto tinha sido Um Marido de Faz de Conta, segundo volume de Os Rokesbys (resenha aqui). No entanto, isso mudou logo nas primeiras páginas de Um Perfeito Cavalheiro, que eu posso afirmar, sem medo de errar, que já é o meu favorito da autora; e dificilmente será superado, de tanto que eu gostei. Cinderela é o meu conto de fadas preferido da vida, e qualquer história baseada nele tem grande chance de conquistar meu coração.

No começo, somos apresentados à triste história de Sophie, quando, ainda menininha, chega à casa do pai. Ela poderia se considerar mais sortuda do que a maioria das bastardas, afinal é acolhida por ele (mesmo que diga que é sua pupila, e não de seu sangue) e tem acesso a todos os confortos e privilégios que uma filha legítima teria (boa comida, roupas de qualidade, uma cama quentinha e, o mais importante, educação), exceto seu sobrenome e aquilo que mais lhe faz falta, ao menos enquanto criança, a atenção paterna. No entanto, um belo dia (notem a ironia aqui) ele decide se casar, pois, como todo homem de título, precisa de um herdeiro.

Uma das partes que mais apertou meu coração foi ver a Sophie toda esperançosa e feliz achando que, finalmente, ganharia uma mamãe (ou ao menos alguém que supriria em parte este papel) e irmãs para lhe fazer companhia em sua vida solitária, contudo o sonho logo se transforma em pesadelo ao ser desprezada pela nova condessa. E as coisas só pioram quando o pai dela morre. Quem conhece a Cinderela já pode imaginar o quanto sua vida fica miserável, é um abuso gigantesco que, meu Deus, que ódio desta criatura! Apenas uma das “irmãs” não a maltrata, embora também não a ajude de qualquer forma e se aproveite bem de seus serviços. A única pessoa realmente boa ali é a mulher que foi sua preceptora, que aqui faz as vezes de “fada madrinha”. Todavia, apesar de todo o sofrimento, ela não perdeu a capacidade de sonhar como as outras moças da sua idade.

A família Bridgerton é uma das mais proeminentes da sociedade londrina, como todos bem sabemos, e com certeza a mais popular na coluna de Lady Whistledown (nunca é demais exaltar esta personagem, ela é maravilhosa. Amo demais as aberturas dos capítulos); e quando Violet decide dar um baile de máscaras, Sophie vê a oportunidade perfeita de viver seu sonho mesmo que seja por uma única noite. Com a ajuda dos criados, especialmente da sua “fada madrinha”, ela consegue se aprontar e ficar exuberante, à altura de qualquer uma das damas presentes no evento. Seu desejo era apenas provar um pouquinho do mundo do qual nunca poderia fazer parte, encontrar um príncipe nem estava em seus planos. No entanto, é isso o que acontece assim que pisa na Mansão Bridgerton.

Benedict incontestavelmente ama os irmãos e irmãs, porém, às vezes (ou sempre), gostaria que fossem mais diferentes – fisicamente mesmo – entre eles. Não é agradável ser conhecido apenas por ser parte de um grupo, mesmo que o grupo em questão seja sua família, a qual, repito, ama incondicionalmente. Ele só queria ser conhecido como Benedict, com as qualidades, defeitos e peculiaridades que o definem, e não como o segundo filho de Violet e Edmund. E isso o incomoda MUITO. É engraçado até, de certa forma; mas não deixamos de nos compadecer de seu “drama”. Pois bem, ao contrário do que a mãe e o resto da sociedade devem pensar, Benedict nunca teve nada contra a instituição do casamento, apenas não havia encontrado – ainda – a mulher que apelasse ao seu coração, fazendo-o bater mais depressa. Contudo, no baile de máscaras organizado na Mansão Bridgerton, ele sente algo, uma espécie de chamado, que o faz se virar para a porta de entrada só para se deparar com a dama mais deslumbrante que já viu na vida. Ele sabe que precisa conhecê-la, o que o faz caminhar direto até ela, afastando todos os outros urubus, digo, cavalheiros de perto da jovem, para ter toda sua atenção para si. E qual não é a surpresa que sente quando a dama mascarada não o reconhece como um dos moradores da casa; isso aumenta o desejo, talvez egoísta, de tê-la toda para si, Benedict, em vez de como um “tanto faz desde que seja Bridgerton”.

Sophie também se encanta ao ter o belo cavalheiro brindando-a com toda a sua atenção e, sabendo que isso não duraria mais do que algumas horas, decide aproveitar ao máximo o momento. E quanto mais tempo passam na companhia um do outro, maior fica a conexão entre eles, o desejo de que tudo durasse para sempre; é, sem dúvida, a noite mais mágica de suas vidas. Quando seus lábios se tocam, então, parece um sonho convertido em realidade. No entanto, o relógio bate às zero horas, e Sophie precisa partir. Benedict sente o enorme vazio deixado por sua ausência e acredita que nunca mais será capaz de achá-la, mas sua sorte muda ao perceber que ela esqueceu a luva que usava consigo. Por meio do brasão estampado, acaba chegando à Mansão Penwood, porém suas esperanças se mostram nulas quando, em vez da mulher incrível com quem passou a noite, depara-se com três das criaturas mais desagradáveis (ou sem graças, no caso de Posy) que já viu na face da Terra. Ele sai dali com o coração partido, achando ter ido ao lugar errado. O que não sabe é que aquela a quem buscava encontrava-se a apenas alguns metros de distância, na vertical; e que sua ida até a casa faria com que a presença da jovem na festa fosse descoberta pela odiosa madrasta, culminando na sua expulsão do local.

Dois anos se passam e Benedict nunca se esquece de Sophie. Inclusive, é um dos trechos mais lindos e mais tristes (ao menos para mim) que já vi num livro:

Ele procurava por ela em todos os bailes, festas e saraus a que comparecia. Diabos, tinha passado até a ir ao dobro de eventos sociais só na esperança de vê-la.

Mas sempre voltava para casa decepcionado.

Ele pensou que pararia de procurá-la. Era um homem prático, e imaginara que acabaria desistindo. De certa forma, foi o que fez. Após algum tempo, viu-se novamente rejeitando mais convites do que aceitava. Alguns meses depois disso, percebeu que era mais uma vez capaz de conhecer outras mulheres sem compará-las a ela de forma automática.

Mas não conseguia deixar de procurá-la. Podia não sentir mais a mesma urgência, porém sempre que ia a um baile ou sarau, pegava-se varrendo a multidão com os olhos e aguçando os ouvidos em busca da risada dela (…).

Benedict deu um sorriso melancólico. Simplesmente não conseguia parar de tentar achá-la.

A busca se tornara, de uma maneira muito estranha, parte de quem ele era. Seu nome era Benedict Bridgerton, ele tinha sete irmãos e irmãs, era bastante habilidoso com o florete e com desenhos e estava sempre na expectativa de encontrar a mulher que havia tocado sua alma.

Continuava esperando… e desejando… e procurando. E, embora dissesse a si mesmo que já estava na hora de se casar, não era capaz de reunir o entusiasmo necessário para isso.

E se ele pusesse uma aliança no dedo de uma mulher e no dia seguinte a visse?

Seria o suficiente para partir seu coração.

Não, seria mais grave do que isso. Poderia destruir sua alma.

Quando se depara com uma bela criada prestes a ser violada por um bando de aristocratas jovem e mimados, ele não tem escolha senão resgatá-la e levá-la consigo, prometendo-lhe arrumar um emprego na casa da mãe. Não imagina, porém, que aquela é a mesma mulher que tocou seu coração anos antes. E esta é outra cena que me deixou mal (várias, né? Vai ver que é por isso que amei tanto o livro. Se tem uma coisa que eu adoro, é o tal do drama): a Sophie toda feliz, esperando ser reconhecida por ele e receber uma declaração digna dos contos de fadas; mas infelizmente não é o que acontece, e isso a deixa bastante decepcionada. Ainda assim, Benedict começa a desenvolver sentimentos pela jovem, o que o leva a ficar dividido entre o que sente por ela e por sua dama misteriosa. E isso, junto à grande diferença social que possuem e, consequentemente, serve de impedimento para que possam se casar, é o que conduz a maior parte da história.

Ah, gente, é tão lindo! Não tenho palavras pra dizer o quanto o livro é envolvente e apaixonante. Benedict é tão maravilhoso, tão incrível, eu caí de amores por ele logo no começo. E a Sophie é tão sofrida, dá vontade de colocar num potinho pra que ninguém mais possa feri-la. Eu só conseguia ficar torcendo pro Benedict reconhecê-la o mais breve possível pra eles ficarem juntos de uma vez. E quando pensamos que as dores dela acabaram, novamente uma coisa terrível acontece. Mas o final é tão delicioso e satisfatório de ver (recomendo que leiam com o balde de pipoca ao lado), que compensa todo o resto. 5 estrelas mais do que merecidas e o meu coraçãozinho de favorito no Skoob.

2 comentários sobre “Resenha: Um Perfeito Cavalheiro (Os Bridgertons #3), Julia Quinn

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