Resenha: Brincando com Fogo (Anexo Gênesis #1), Jéssica Macedo

Olá, meus amores. Como vocês estão?

Eu vou bem, e estou pensando se preciso pedir desculpas por sumir por alguns dias aqui do blog. De qualquer forma, eu continuo aparecendo bastante no Instagram. Modéstia à parte, está muito legal. Estou postando resenhas todos os dias (requentadas do Skoob, confesso, mas quem liga, não é mesmo?) e, inclusive, estou preparando um sorteio para os seguidores nos próximos dias, então corram lá.

Merchan feito, vamos ao que interessa: o livro. Ah sim, decidi mudar um pouco o esquema das postagens. Sempre vou colocar primeiro a sinopse do livro e, em seguida, fazer a avaliação em estrelas, de 1 a 5, como no Skoob e na Amazon mesmo, junto com a resenha (inclusive, já fiz isso nos posts anteriores, porque sou dessas que faz questão de tudo padronizado #chata).

Já está no título, mas a resenha será do livro Brincando com Fogo, da Jéssica Macedo que, já adianto, amo demais. Peço um minuto de silêncio para a apreciação desta capa maravilhosa. Aliás, esta menina arrasa tanto no design quanto na escrita. Babo em tudo o que ela faz.

Sinopse:

Marjore nunca soube o que é sentir o sol aquecer seu rosto… Todo o mundo que conhecia era resumido às paredes da cela onde cresceu. Até que um estranho a liberta e a solta em um mundo muito diferente do que imaginava. Doenças, fome, frio e dor estão por todo lugar…

Perdida, faminta e assustada, ela se vê numa terra sem lei, imersa em guerra. Mas Noah a encontra e oferece abrigo em sua casa junto à sua família, no entanto não faz ideia de que ela pode significar a morte para aqueles que ele mais ama.

Fugindo de inimigos que desconhece, Marjore sabe que precisa se juntar aos outros iguais a ela. Mas serão seus poderes suficientes para mantê-la viva nessa busca perigosa?

Disponível em e-book na Amazon: https://amzn.to/2tHOJtq e em versão física na editora Portal.

Avaliação: ⭐⭐⭐⭐

A primeira coisa a se dizer sobre este livro é que o nome da protagonista está errado, todo mundo sabe que deveria ser Aisha. Inclusive, estou muito chateada com certa coisa que aconteceu na história, quem ler vai entender do que estou falando. É por isso que não dou 5 estrelas 😒😒😒

Ok, brincadeiras à parte, esta é uma história bem diferente das que eu já tinha lido da Jéssica Macedo, e o primeiro motivo de eu dar 4 estrelas é que, tendo começado a ler os livros dela pelos mais recentes, consigo perceber o quanto a escrita dela evoluiu e melhorou com o tempo, de uma forma impressionante. Acredito que, se fosse escrito hoje, ele seria ainda melhor. Já o segundo motivo é que o livro (pelo menos o e-book, que foi o que eu li) precisa de uma revisão para tirar alguns errinhos de português e, talvez, uma ou outra coisa repetitiva (declarações de amor em excesso, por exemplo) que atrapalham um pouco a leitura. Apesar disso, eu posso dizer que ele ainda é incrível, emocionante e cheio de ação, prendendo desde o começo. Quem começar a ler, deve estar preparado para ver um pouco de Os Mutantes (sim, aquela novela da Record mesmo), só que bom (ok, eu também gostei da novela quando assisti, não quer dizer que não veja que ela não é exatamente aquele modelo de qualidade).

A protagonista, Marjore, é uma garota que cresceu num quarto, sem qualquer contato com outras pessoas (será?), tendo todas as suas necessidades atendidas por alguém que ela não faz ideia de quem seja; seu único contato com o mundo exterior é feito através de livros e filmes. No entanto, na primeira página já percebemos que as coisas estão esquisitas, quando a Marjore começa a ter “sonhos”, que desde o início conseguimos perceber que são mais reais do que qualquer outra coisa (acredito que isso não conte como spoiler). E ainda no primeiro capítulo, ela é libertada do quarto por um “desconhecido”, que a guia para fora do lugar, deixando inúmeras dúvidas plantadas em sua cabeça. Só então Marjore começa a se dar conta da realidade que a cerca, e é bem diferente do que ela via em seus livros e filmes.

Brincando com Fogo pode ser classificado como uma distopia, misturada à ficção científica e talvez algo mais. E acredito que vai agradar em cheio aos fãs do gênero (como eu). Inclusive, faço aqui a minha reclamação quanto ao fato de livros deste gênero fazerem tanto sucesso, quando escritos por autores internacionais (Jogos Vorazes, Divergente, O Conto da Aia, A Seleção, entre outros que todo mundo conhece), mas mofarem nas prateleiras quando feitos por brasileiros. Acho que muita coisa boa está passando despercebida por puro preconceito ou falta de interesse nosso em valorizar a literatura nacional.

Continuando, é importante salientar que, como uma distopia, a história não é o que podemos classificar como “bonitinha”. Aqui temos uma realidade cruel e, antes do que possa esperar, Marjore pode se pegar desejando que não tivesse saído daquele quarto, às vezes viver numa ilusão é melhor do que descobrir a verdade terrível que nos cerca (não que ela faça isso, é somente um pensamento meu). Quem começar a ler, deve se preparar para ver personagens queridos partirem, então é melhor segurar um lencinho. Até nisso a Jéssica caprichou, mostrando a realidade de uma guerra. Preciso dar um ponto extra pela forma incrível como ela construiu esse mundo, é muito crível e, se pararmos para pensar, não é difícil que as coisas cheguem àquele ponto se continuarmos devastando o meio ambiente no ritmo que estamos e investindo tanto em armas de destruição cada vez mais potentes. Consigo fazer um paralelo entre algumas das “criaturas” que aparecem no livro e o Godzilla (o filme original da década de 50, onde ele é resultado de radiação).

Já falei que é uma história cheia de ação? Pois sim, mas não custa repetir. E elas são realmente empolgantes, nos deixando alertas e com a sensação de perigo o tempo todo, porque as coisas podem “dar ruim” a qualquer momento (e realmente dão, muitas vezes).

Quem gosta de romance também vai amar o livro. O relacionamento da Marjore com o Noah é muito bonito e ajuda a quebrar um pouco a tensão. A versão em e-book contém algumas ceninhas sensuais que eu, particularmente, amei, então ao menos esse é indicado para maiores. Já a versão física, pelo que a autora me disse, é mais leve.

Enfim, é isso. 4 estrelinhas aí e mal posso esperar pelo próximo que, para minha sorte, já está sendo escrito (azar de quem leu antes, logo que ele foi publicado *correndo pras colinas depois disso*).

Beijos e até a próxima postagem (que deve ser a resenha de Prata Pura, da A. Alevatto) 😘😘😘

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